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logo_usp.GIF logo_esalq.GIF   Boletim Informativo do site Plantas Medicinais   Setembro de 2009 # 11
Neste número
Palavra ao Leitor
Carta do Leitor
Projeto "Saúde em Casa"
Atividade farmacológica do alecrim-do-campo
 

Este informativo tem por objetivo divulgar o conhecimento popular de plantas medicinais. Não se recomenda a automedicação. O uso de fitoterápicos deve ser indicado por especialistas da área.

O que há de novo no site
Rosa
Abacaxi Rosa gallica

Palavra ao Leitor

Caros Amigos,

Inicio este Boletim falando sobre o recém-implantado projeto "Saúde em Casa", na cidade de Limeira (SP). Trata-se de um programa para hortas e pomares caseiros nas residências da cidade e em entidades assistenciais com hortaliças, legumes, plantas medicinais e frutíferas, conforme salientaram a Coordenadora da equipe Simone Zambuzi e a estagiária Maria Angélica Leite Figueiredo, ambas graduandas em Engenharia Ambiental, que visitaram recentemente a Seção de Informática da ESALQ, onde é produzido este Boletim. Elas destacaram a importância de se obter apoio nos mais variados níveis para a consolidação do projeto. O leitor poderá conhecer mais detalhes nesta edição, na coluna ao lado, ou acessando a íntegra do release à imprensa.

Neste número é abordado a espécie popularmente conhecida como vassoura ou alecrim-do-campo, indicada para problemas hepáticos, disfunções estomacais e que apresenta propriedade antiinflamatória.

Em termos de atualização do banco de dados de plantas medicinais, foram adicionadas a descrição do abacaxizeiro e rosa gálica.

Na seção Carta do Leitor selecionei duas cartas, uma solicitando a identificação de uma planta a partir das fotos enviadas pelo leitor. A outra é um depoimento sobre terapia bem sucedida usando-se a infusão de pétalas de rosas vermelhas.

Boa leitura! Abraços,

Sérgio Roberto Sigrist

Projeto "Saúde em Casa"

O Projeto "Saúde em Casa", lançado no dia 31 de agosto de 2009, é iniciativa da Prefeitura Municipal de Limeira (SP) com apoio da empresa Syngenta.

Tem por objetivo a conservação do meio ambiente (água, planta, animais e insetos), capacitar famílias e monitores com princípios de agro-ecologia, valorizar e estimular a participação de mulheres e jovens nas ações comunitárias, formar agentes comunitários e construir a horta orgânica municipal.

Dentre as plantas medicinais inicialmente selecionadas destacam-se o alecrim, arruda, boldo, babosa flor vermelha, citronela, camomila, poejo, manjericão, hortelã e capim-cidreira.

As frutíferas são abiu, abacaxi, acerola, abacateiro, amora, banana-maçã, goiaba, fruta-pão, mamão, maracujá, jaboticaba, manga, pitanga, morango, seriguela, uva, carambola e lichia.

Leia mais sobre o projeto no release distribuido a imprensa e veja também algumas fotos da horta orgânica 1 2 3 4 5 6 7

Participe do Boletim - Este Boletim está aberto a participação de todos os interessados. Envie sua dúvida, sugestão ou texto. Divulgue seu projeto. Será um prazer contar com você.

Carta do Leitor

Olá,

Gostaria de saber o nome da planta que estou enviando em anexo. Minha mãe faz chá disso quando estou com dor de garganta, mas ela não sabe o que é.

Att,
Alessandro Rodrigues (Guaíba, RS) - Fotos: 1 2

Essa planta é chamada de penicilina ou terramicina, da familia Amaranthaceae, Alternanthera brasiliana (L.) O. Kunt. As flores são béquicas, utilizadas no tratamento de diversas doenças incluindo inflamações, dor e processos infecciosos, tendo também efeito analgésico e anti-viral. (MR)


Prezados,

Pesquisando sobre as propriedades fitoterápicas do Chá de Pétalas de Rosas Vermelhas na Internet, encontrei o site de vocês.

Não sou médica, mas sei de 3 casos de sucesso de mulheres que foram recomendadas por seus ginecologistas a retirarem seus úteros por apresentarem sangramentos excessivos na pré-menopausa e que através de terapia com este chá (Infusão com Pétalas de Rosas Vermelhas) não precisaram se submeter à cirurgia e mantiveram seus úteros.

A indicação do uso desta infusão foi passada à minha mãe por um fitoterapeuta há cerca de 30 anos atrás quando ela teve as hemorragias e foi recomendada por pelo menos 3 ginecologistas a retirar o útero.

Sendo adepta da homeopatia e da fitoterapia e resistente a intervenções cirúrgicas radicais como esta, ela buscou e encontrou esta alternativa e até hoje, com 78 anos, está contente por ainda ter seu útero e por ter podido ajudar a pelo menos mais duas amigas que igualmente tiveram a recomendação da retirada do útero, utilizaram esta infusão, mantiveram seus úteros e não apresentaram mais nenhum tipo de problema posterior.

Ainda não encontrei muita literatura a respeito, mas creio que esta informação é muito útil e pode salvar outros úteros de mulheres que apresentem este grave problema.

Sds,
Sonia Braune (Rio de Janeiro, RJ)


Constituintes químicos e atividade farmacológica do alecrim-do-campo 

Marcelo Rigotti
Eng. Agrônomo, Dsc. Agronomia.
Email

A espécie Baccharis dracunculifolia DC (De Candole), popularmente conhecida como vassoura ou alecrim-do-campo, é amplamente utilizada na medicina caseira.

A forma de infusão de suas folhas é empregada para problemas hepáticos, disfunções estomacais e como antiinflamatório.

Estudos de literatura relatam o uso medicinal e religioso do alecrim-do-campo comercializado em mercados e feiras livres no Rio de Janeiro, assim como a utilização das folhas para feridas e o uso dos ramos, em decocto, como antifebril.

É uma planta dióica com as inflorescências masculinas e femininas, cujo arbusto cresce em quase todo o Brasil, e a principal fonte botânica da própolis verde no sudeste do Brasil.

Uma característica dos compostos fenólicos das própolis analisadas e da espécie vegetal de B. dracunculifolia foi a alta proporção de artepilina C e outros derivados do ácido cinâmico.

Com base nas evidências fitoquímicas, B. dracunculifolia foi identificada como a principal fonte vegetal das própolis produzidas nos estados de São Paulo e Minas Gerais.


Acesso ao texto completo com referências


Colaboraram nesta edição
Ana Lúcia Teixeira de Lima Mota, Lelington Lobo Franco, Luis Carlos Leme Franco, Marcelo Rigotti, Tarsila Sangiorgi Rosenfeld.

 
USP/ESALQ - Seção Técnica de Informática
Dúvidas, sugestões, contato: email
Sérgio Roberto Sigrist